Com a catastrófica perda de vidas na Segunda Guerra Mundial, criou-se a Organização das Nações Unidas e, por conseguinte, em 10 de dezembro de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, uma carta com trinta artigos que têm como valores a promoção da paz, da democracia e o fortalecimento do exercício dos Direitos Humanos.
Em 1991, sob curadoria da então Diretora e Curadora do Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo, Radha Abramo, 30 artistas foram convidados a produzir gravuras dos artigos da declaração, interpretando plástica e poeticamente os temas abordados, em criações que transitam da figuração à abstração, compondo um metatexto que inspira a todos a pensar a arte como uma intenção e reação do homem ao meio em que vive.
Desde então, preservadas pelo Governo do Estado de São Paulo, essas gravuras, que ilustram o reconhecimento dos direitos de igualdade, liberdade, justiça e paz, já participaram de exposições externas em São Paulo e outros estados do país, e em vários espaços dentro do Palácio dos Bandeirantes, impactando visitantes e os próprios funcionários.
As obras ganharam ainda uma circulação ampliada quando foram reproduzidas em cartões telefônicos - da TELESP – que passaram a ser utilizados pela população, além de virarem itens de procura de colecionadores.

