Foto da Obra - Natureza-morta, 1924.

Di Cavalcanti. Natureza-morta, 1924.
Óleo sobre madeira. Acervo dos Palácios.

Di Cavalcanti. Natureza-morta, 1924.

Emiliano Di Cavalcanti, natural do Rio de Janeiro, foi pintor, jornalista e cenógrafo. Tendo iniciado sua carreira artística como ilustrador e caricaturista, ao deparar-se com a efervescência cultural na São Paulo de fins dos anos 1910, e com o impacto da exposição inaugural de Anita Malfatti em 1917, Di Cavalcanti retomou a arte de cavalete, voltando a estudar pintura com George Elpons, no Rio de Janeiro.

Em suas primeiras obras, e inclusive nas que expõe na Semana de Arte Moderna de 1922, utilizava tons rebaixados, e objetos e personagens aparecem misteriosos em uma atmosfera de penumbra, o que faz com que seja chamado por Mario de Andrade como “menestrel dos tons velados”.

Na Natureza-morta de 1924, a preocupação com a brasilidade e a boemia, que surgiriam com força total em sua produção posterior, aparece na tropicalidade da banana e na coqueteria da boneca, convivendo com o clima misterioso de seus primeiros trabalhos.