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Modernismo – Lutas e Sonhos 1930-1945

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De Cusco a São Paulo – Pontes da Arte Colonial no Acervo dos Palácios
Palácio dos Bandeirantes, de 07 de novembro de 2007 a 03 de fevereiro de 2008

Esta exposição busca mostrar a proximidade entre obras do período do barroco do Vice-Reinado do Peru e do Brasil. As pinturas da escola cusquenha da coleção do Acervo dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo nos trazem gestos, crenças e religiosidade nas imagens devocionais acrescidas de pinturas de colecionadores particulares dando-nos um panorama e ligações entre o mundo ibérico e o sul americano.

Embora sejam linguagens culturais distintas, a tradução dos significados presentes no imaginário dos ateliês dos artífices nos traz a chegada dos espanhóis e portugueses na América, no século XVI. Catequizadora, a arte difundida pelas ordens religiosas trouxe tendências artísticas e a idéia da arte como representação dos novos preceitos religiosos cristãos da Contra-Reforma.

O estilo característico foi o Barroco, que misturado aos temas incas originais e populares deu origem, no Peru, ao Barroco Mestiço. Também no Brasil os artífices desse período superaram as influências européias e encontraram uma linguagem própria, enriquecendo seus estilos, utilizando materiais locais e representações da fauna e flora brasileiras, originando assim o Barroco Luso-Brasileiro. São obras de arte sacra produzidas no mesmo período no Brasil, nos séculos XVI a XVIII, destacando-se a escultura, a imaginária e o mobiliário. Na escola cusquenha, as pinturas.

Essa reunião de ricas obras no Palácio dos Bandeirantes significa, principalmente, uma homenagem do Governo de São Paulo à nação peruana e à cultura latino-americana, destacando valores estéticos e culturais por meio dessa coleção de obras, reconhecidas pelo Governo do Peru por sua preservação e mantida e abrigada pelos Palácios do Governo paulista desde 1970.

Quase 40 anos depois, é com imensa satisfação que cumprimos importante meta traçada por este Governo: conservar e divulgar este patrimônio artístico latino-americano. Assim, construímos as pontes do imaginário de duas culturas que interagem desde os tempos dos caminhos do Peabiru, preenchendo rios de memória, pedras de testemunhos e atalhos de resistência ao esquecimento.

Ana Cristina Carvalho
Curadora do Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo

Governo do Estado de SP