Título da Exposição: Arte e Ressurreição - Representações da Páscoa

Natal, Paixão, Páscoa e Pentecostes

Neste núcleo é possível acompanhar toda a presença de Jesus nas escrituras, desde a Anunciação, seu nascimento, vida pública, instituição da Eucaristia, Paixão, morte e ressurreição.

No ícone russo, o ponto central é Maria, seu nascimento, anunciação, nascimento de Jesus, o encontro com Jesus a caminho do Monte Calvário e a dormição. Outros momentos de Jesus são apresentados, como a Teofania no Batismo, a Transfiguração no Monte Tabor, a entrada em Jerusalém, o, Ascensão aos céus e Pentecostes. Na obra de Antonio Gomide, uma mulher oferece um cesto de uvas. Neste contexto a aproximação se dá com a instituição da Eucaristia, quando na quinta-feira santa, Jesus oferece pão e vinho aos discípulos transubstanciados em seu corpo e sangue.

Mestre Ataíde, um dos maiores representantes da pintura no Brasil colônia, apresenta a flagelação de Cristo. Seu estilo, alinhado às grandes tendências europeias, em especial ao Barroco, prima pelas cores, contrastes e dinamismo compositivo. Jesus é apresentado com feições mais próximas de sua etnia. A obra peruana “Senhor dos temblores” mostra Cristo na Cruz na típica representação cusquenha, mesclando referências europeias com a feitura simplificada da arte andina. O mesmo estilo aparece na obra “Ascensão”, onde Cristo sobe aos céus, na Páscoa.

Cinquenta dias após a Páscoa, a Igreja comemora Pentecostes, a descida do Espírito Santo sobre os discípulos, um chamado à expansão do cristianismo. Alfredo Volpi representa essa festa sendo realizada no Brasil, com uma alegre procissão de barcos.

A vida de Jesus convida à reflexão, à piedade e ao amor. As mãos postas em oração, de Candido Portinari são um possível estudo para a obra “Guerra e Paz” hoje exposta na sede da ONU, e evidenciam as súplicas que a humanidade faz ao divino.